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Imagem de [PNDR] Flávia Gieseler de Assis
Falta de água é o maior entrave para alimentar população crescente, diz Graziano
por [PNDR] Flávia Gieseler de Assis - sexta, 30 dezembro 2011, 11:43
 

Fonte: João Fellet/BBC Brasil

A necessidade de aumentar a produção agrícola para alimentar a crescente população mundial pressionará os recursos naturais, principalmente a água, segundo José Graziano, que em 2012 assumirá a direção geral da FAO (agência da ONU para agricultura e segurança alimentar).

"A água se tornou o maior entrave à expansão da produção (de comida), especialmente em algumas áreas como a região andina, na América do Sul, e os países da África Subsaariana", diz à BBC Brasil Graziano, atualmente diretor da FAO para a América Latina e ex-ministro de Segurança Alimentar e Combate à Fome no governo Luiz Inácio Lula da Silva, quando foi o responsável pela implementação do Programa Fome Zero.

Segundo previsão da FAO, até 2050, a produção mundial de alimentos terá de crescer 70% para dar conta do aumento populacional.

Graziano diz que, apesar da pressão sobre os recursos naturais, é possível pôr fim à fome no mundo por meio de quatro ações principais: a aplicação de tecnologias modernas na lavoura (muitas já disponíveis), a criação de uma rede de proteção social para populações mais vulneráveis, a recuperação de produtos locais e mudanças nos padrões de consumo em países ricos.

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Imagem de [PNDR] Flávia Gieseler de Assis
Colocar a vida econômica a serviço do desenvolvimento sustentável: o eixo estratégico da Rio+20. Entrevista com Ricardo Abramovay
por [PNDR] Flávia Gieseler de Assis - terça, 20 dezembro 2011, 08:32
 

Fonte: Ecodesenvolvimento

Ricardo Abramovay entende que a Rio+20 tem chance de cumprir o que promete. “Mas esta promessa está muito aquém do mínimo necessário para se enfrentar os grandes problemas do século XXI”, critica

“Colocar a economia verde no centro significa convidar os tomadores de decisão econômica a ocupar o centro do debate e convidá-los a alterar a maneira como usam os recursos sobre os quais têm poder”, coloca o economista Ricardo Abramovay, sobre a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, a ser realizada no próximo ano. No entanto, alerta que “a economia verde vai se convertendo numa espécie de árvore de Natal, onde se pendura o que for conveniente, algo cuja consistência lógica é capenga e que se exprime na ideia de que só é verde a economia que combate a pobreza e a miséria”. Na entrevista que aceitou conceder por e-mail para a IHU On-Line, Abramovay questiona: “se o país que vai abrigar a conferência não ousa apontar horizontes inovadores em suas posições, como esperar que a própria reunião desperte entusiasmo proporcional ao que deveria ser sua importância?”. E constata: “enquanto a luta contra a desigualdade não se vincular ao estabelecimento de limites no uso dos materiais, da energia, da ocupação do espaço carbono ela nada mais será que a expectativa irrealista de melhorar a vida dos pobres sem tocar no padrão de consumo e no poder dos que se encontram no alto da hierarquia social”.

Professor titular do Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade – FEA e do Instituto de Relações Internacionais da USP, pesquisador do CNPq e coordenador de Projeto Temático sobre Mudanças Climáticas na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP, Ricardo Abramovay é mestre em Ciências Políticas, pela Universidade de São Paulo – USP e doutor em Ciências Econômicas, pela Universidade de Campinas – Unicamp.

Confira a entrevista.

Imagem de [PNDR] Flávia Gieseler de Assis
Vassoura feita de garrafa pet gera renda na cidade de Patos (PB)
por [PNDR] Flávia Gieseler de Assis - quinta, 15 dezembro 2011, 10:31
 

Fonte: EcoDesenvolvimento

Quando se alia a ideia de preservação da natureza a iniciativas empreendedoras, a credibilidade é adquirida não apenas pela responsabilidade socioambiental, mas também pela inovação. Em Patos, sertão da Paraíba, as garrafas pet coletadas nas ruas, que antes iam parar no lixão, hoje geram renda não apenas para coletores, mas para uma rede de associados e suas famílias.

O projeto teve auxílio do Sebrae, da Cooperativa Agrícola Mista de Patos (Campal) e da Câmara de Dirigentes Lojistas de Patos. Para montar o piloto foram feitas pesquisas de várias iniciativas semelhantes desenvolvidas pelo país. A ideia foi conhecida no município de Maracaçumé, no Pará, que mantinha unidades de produção em comunidades de baixa renda da região, e também no Rio Grande do Norte, onde foram visitadas duas cooperativas.

Para iniciar a produção sustentável em Patos foi necessária a criação de máquinas e o melhoramento de outras para aperfeiçoar a fabricação. O mecânico industrial João Dias foi convidado pelas instituições responsáveis pelo projeto para produzir os aparelhos.

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